sábado, 9 de novembro de 2013

6 meses das princesinhas


Olá! Ontem as nossas meninas fizeram meio ano de vida! Estive um pouco abalada animicamente, que nem me deixou vir ao computador! Mas não podia deixar de partilhar convosco esta data tão especial!

Para quem leu as primeiras duas entrevistas (espero que tenham gostado) talvez tivesse ficado sensibilizado com o sofrimento e alguma angústica atendendo ao que estas mães passaram ao verem nascer os seus filhos prematuros (grandes prematuros). Mas, nem todos os casos são assim e teremos próximas entrevistas em que a gravidez correu bem e os bebés nasceram de termo. Vejam o meu exemplo, tive uma gravidez gemelar muito boa, sem incidentes e elas nasceram às 37 semanas.

Aproveito estas duas entrevistas para reflexão sobre o milagre da vida, já que dia 17 de Novembro é o Dia Mundial da Prematuridade.

"Mais de 1 milhão de bebés não irão sobreviver porque nascem prematuros...Muito pode ser feito ao nível mundial para reduzir o elevado número de partos prematuros. A prestação de cuidados viáveis e eficentes em termos de custos poderiam salvar mais de75% dos bebés que hoje morrem por simplesmente nascerem cedo demais." 

"Às vezes, as coisas mais pequeninas, ocupam o maior espaço no nosso coração”.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

2ª Entrevista à nossa Mãe de Gémeos

Hoje temos aqui a 2ª entrevista à nossa mãe de gémeos, Sónia Gomes. Mais um relato impressionante, que me deixou de lágrimas nos olhos! Obrigada por esta partilha de sentimentos e que nos leva a acreditar no milagre da vida!

1. Quando descobriu que estava grávida de gémeas como foi a sua reacção?
Passados 3 anos de ter tido uma gravidez gemelar expontânea da qual sofri um aborto às 9 semanas, decidi ( e porque já ía nos 36..) fazer um tratamento de fertilização na tentativa de finalmente engravidar. Tive sorte porque apenas fiz um tratamento ( no qual implantaram 2 embriões) e deu certo! 
A reacção quando soube que estava grávida e que tinham " pegado" os 2...foi de uma imensa alegria/ medo... ( afinal tinham-nos dito que só em 8% dos casos ficam os 2 embriões!!) .Queria muito ter um filho mas também não pedia tanto! Por ser médica vieram-me logo todas as complicações possíveis e imaginárias à cabeça misturado com o facto do meu companheiro já ser pai de 3!!( mais velhos, claro)..esta paternidade para ele tinha sido muito difícil de decidir e parecia que ter engravidado ...e de dois!..seria pedir muito! Ele acabou por achar graça ( afinal já não era a primeira vez que tínhamos esta notícia) e eu fiquei com a cabeça a mil!!! Depois do primeiro impacto, restou o medo / pânico de os perder outra vez!

2. Como decorreu o período de gestação?
A gravidez...bom, correspondeu a todos os meus medos..
Depois de "encaixar" que estava finalmente grávida..às 9 semanas tive uma cólica renal! Uma pedrinha que teve tantos anos para sair...decidiu encravar no meu ureter na pior altura! É de facto uma dor muito má e tive que ir ao bloco operatório colocar um ' stent' ( uma espécie de arame que se coloca no ureter através da uretra) para a pedra sair..foram muitas dores antes e muitas depois...só com uma epidural é que consegui ter sossego; entre antibióticos, anestesia geral ( neste caso o mais inofensivo), analgésicos de toda a espécie , etc..o meu medo ficou ao rubro..mas eles resistiram e lá continuaram a " bater" como se tudo lhes passasse ao lado!
Depois deste episódio..às 12 semanas ( já sabia que era um casal :))..nova dor..do mesmo lado...sem posição de alívio a não ser uma ligeira melhoria quando estava literalmente de rabo para o ar! Aí julguei que morria porque ninguém percebia o que se estava a passar..cólica renal não podia ser porque tinha o stent; a ecografia também não foi muito elucidativa..e vai daí..bloco operatório outra vez para retirar o stent..a dor não melhorou grande coisa e, encharcada em analgésicos 24h depois , uma ecografista lá conseguiu perceber uma hemorragia de um foliculo grande do ovário ( uma consequência da estimulação)...
Aqui achava mesmo que a gravidez já era mas, eles...mantiveram-se impávidos e serenos!! Tinham vindo para ficar!!
O resto da gravidez, como imagina, foi sempre a pensar nas consequências disto tudo! Apesar de dizerem que nenhum destes fármacos que tinha tomado faria mal , nunca mais se tem sossego..
Cada ecografia para mim era um estado de nervos mas, esteve sempre tudo bem até... ás 28 semanas...
Pesadelo...o cordão da Madalena não estava a funcionar bem o que impedia que ela crescesse de forma adequada...PÂNICO !! 
Saí da clinica atordoada, a chorar baba e ranho e vim mostrar o resultado à minha obstetra do hospital ( Amadora Sintra, onde trabalho)..fiquei internada para repouso, corticoides ( para acelerar a maturação dos pulmões) e com a expectativa de..ou melhorar o fluxo do cordão e ficar de repouso até ao fim ou..ter 2 grandes prematuros..

3.  Relativamente ao parto, como foi a sua experiência? Quantas semanas tinham os seus gémeos quando nasceram? Precisaram de cuidados especiais?
Oito dias depois de ser internada (29 semanas + 3 dias), decidiram que era melhor nascerem porque o cordão da Madalena não estava a melhorar e havia riscos para a circulação cerebral.
Acho que durante esses dias estive num estado de nervos tal que parecia que falavam comigo e eu já nem ouvia nada...
O dia D chegou e o único conforto que tinha era conhecer pessoalmente todas as pessoas..escolher a minha anestesista, conhecer os obstetras e os neonatologistas que os iriam receber..
Nasceram dia 18/4/12 de cesariana com 810g ( Madalena) e 1050g o Zé Maria.
Não os vi porque me adormeceram um bocadinho..acordei sem dores, com as pernas ainda pesadas da epidural e com a sensação de que ..tinha sido operada e pronto!
Fiquei no recobro, sem bébés , com uma espécie de alívio estranho por a situação de incerteza ter terminado e um terror imenso de me virem dizer que não estavam bem ou coisa pior..
Fui para o meu quarto e nesse dia só vi um pequeno filme deles a nascerem gravado pela minha colega anestesista e outro que a neonatologista me veio mostrar..
Não sei bem descrever o que senti...parecia que aquilo não era comigo!
Só os fui ver no dia seguinte , de cadeira de rodas, e um bocado entorpecida ..
Ela estava bem, a respirar sozinha (!) e ele tinha-se ido um bocado abaixo ..
Estive 10min com eles..num misto de..."são meus e nunca mais os deixo" e " o melhor é não me ligar muito porque isto pode correr muito mal" ou pior ainda, o meu maior terror..ficarem com sequelas...
Impossivel de controlar estes sentimentos...as visitas de 4/4h tornaram-se de 2/2 e ao fim de 4 dias estava das 9-21h com eles..esqueci-me das dores, das meias elásticas , de tudo! Em casa, fechei a porta do quarto deles , todo bonito e preparado para os receber..não sabia quando!
O ZM ficou 60 dias internado e a Madalena 74..
Os piores da minha vida..desabafava tudo num diário todos os dias ( que guardei e não voltei a mexer!),  deixei de atender telefones ( tarefa que ficou para o pai) e durante esse tempo não houve fins de semana, feriados..nada..só os altos e baixos que só percebe quem passou pelo mesmo.
Sobreviveram a algumas complicações mas, apesar de tudo,  tiveram muita sorte ( e um olhar constante e acutilante da minha parte)..houve os que tiveram complicações muito graves, os que morreram , os que saíram antes deles..

4. Teve algum apoio após o nascimento dos gémeos?
O facto de ter estado 2 meses e meio numa unidade de cuidados intensivos, rotinou muito os meus cuidados para com eles..tudo lá era uma rotina de 3/3h..comer, mudar a fralda, posicionar, aprenderem a mamar ( que não sabiam)..
Falaram-me de umas senhoras auxiliares da pediatria que faziam noites em casa destes bebês para ajudar as mães e ..foi a coisa boa no meio disto tudo! Começaram a ir assim que foram para casa e lá ficaram 1 ano! Foi um grande investimento da minha parte mas..depois de tudo o que tinha passado, decidi que também tinha que pensar em mim senão rebentava! Fiquei um ano em casa e aproveitei cada minuto deles das 7.30 às 22.30..depois ía descansar. Foram uma ajuda preciosa para eu conseguir dormir e por me ajudarem com questões básicas ( parece q ser médica ás vezes só atrapalha) ..afinal nunca tinha sido mãe!
Os meus pais e principalmente a minha mãe foi outra grande ajuda!! Não posso imaginar o que teria sido isto tudo sem eles!
A minha mãe ficava com a Madalena até à meia noite no hospital ( esteve 15 dias a mais que o ZM) enquanto eu vinha para casa cuidar do ZM e ficava descansada porque sabia que só ela podia dar-lhe tantos mimos como eu..
Ainda hoje me ajudam de tal forma que parece que se tornou o novo objectivo da sua vida ( e não será sempre assim a vida dos pais?!)..

5. Optou pelo aleitamento materno? Se sim, até quando e como conseguiu?
Só consegui tirar leite com uma bomba durante 15 dias ..enquanto bebiam 1-2ml de 3/3 h ainda chegava mas a verdade é que nunca consegui ter uma grande produção..fruto das 29 semanas, do stress, da falta de ter o bebê junto a nós...
Beberam leite humano do banco de leite da MAC durante uns dias e depois passaram a leite especial para prematuros..
Cresceram bem, não têem qualquer tipo de alergias e em casa facilitou um pouco estarem a biberões porque assim podia descansar à noite..
Fiquei com muita pena de não ter leite suficiente. Na altura era a única coisa que podia fazer por eles e nem isso deu! 
As pessoas que conheço que amamentaram gêmeos..só conseguiram um mês mas..cada caso é um caso e envolve tantas variáveis! Não sou fundamentalista da amamentação materna..acho que é importante mas, mais ainda é ter uma mãe tranquila e que consiga descansar sem se sentir culpada ou inferiorizada por não conseguir amamentar.

6. Como é o seu dia-a-dia enquanto mãe de gémeos?
O dia a dia durante um ano foi basicamente passado em casa ( principalmente durante o inverno) com umas idas esporádicas ao Alentejo! Sempre com uma pessoa atrás para me ajudar ( não posso contar com o pai para as lides habituais porque já é um pai -avô e obviamente já passou por isto 3 vezes de modo que agora, está só mesmo para a diversão com eles! Adora brincar e passear mas o resto é da minha conta de maneira que...entre uma ama fica com eles durante o dia ( comecei a trabalhar ao fim de um ano) e a minha mãe..cá nós arranjamos! Já não tenho ajuda durante as noites ( não dá para tudo!), embora continuem a ser bastante agitadas..
Em resumo, tenho que ter sempre uma pessoa comigo principalmente se decido sair! Agora que já andam é mesmo preciso!
Tenho tentado fazer programas adequados para a idade ( 18 meses), embora não hajam muitos! Tento que saiam pelo menos de manhã ou à tarde..ao parque, ás compras comigo, passear num jardim, enfim..às vezes...brincar e mais brincar em casa! 

7.  Que conselhos daria a uma mãe de gémeos?
Conselhos...acho que o mais importante é aceitarmos toda a ajuda que possamos sem nos sentirmos culpadas por não fazer tudo!
É difícil ter 2 bebés no mesmo estadio de desenvolvimento e a terem as mesmas exigências! É importante manter a calma mesmo nos dias mais difíceis ( em que uma pessoa pensa...mas qual é a dificuldade de ter só um???? Do que se queixam essas mães??).
Depois de um início tão atribulado como eu e outras mães tiveram, fica a vontade de os aproveitar a cada minuto, mesmo quando estão mais chatinhos...e agradecer por serem tão mexidos e saudáveis! E é tão bom vê-los crescer e ter personalidades tão distintas, a começarem a interagir um com o outro ( sim, não é logo que isso acontece!) e aos poucos esquecer tudo o que aconteceu !! 

Madalena

Zé Maria

terça-feira, 5 de novembro de 2013

1ª Entrevista Mãe de gémeos

Para dar início à nossa série de entrevistas conversámos com a Mafalda Magalhães, que nos deixa aqui o seu testemunho, tão rico e tão sofrido, sobre os seus gémeos que nasceram extremamente prematuros e que hoje são uns "super-heróis".

1 - Quando descobriu que estava grávida de gémeos como foi a sua reacção?
Fiquei nas nuvens porque tinha tido anteriormente um aborto e ser presenteada com gémeos era uma bênção. O companheiro é que ficou em estado de choque. (risos)

 
2 - Como decorreu o período de gestação?
Foi um pouco atribulado. Desde as 21 semanas que se tinha descoberto que um dos bebés tinha o cordão um umbilical velamentoso com RCIU (restrição de crescimento intra-uterino). Às 27 semanas ao tentar fazer a ecografia 3D foi visto que a placenta não estava a passar os nutrientes e oxigénio suficientes para os bebés. Estive uns dias de repouso absoluto e quando voltei a fazer uma nova ecografia tive que fazer cesariana de urgência, um dos bebés estava em grande sofrimento. E nasceram às 28 semanas.

                    

3 - Relativamente ao parto, como foi a sua experiência? Quantas semanas tinham os seus gémeos quando nasceram? Precisaram de cuidados especiais?
Nasceram de cesariana às 28 semanas, um com 33cm e 710gr e outro com 37 cm e 1020gr.
 A cesariana correu mal , tive uma grande hemorragia e infeção que se espalhou para outros órgãos e tive que ser operada passados 2 dias.
Como era um parto prematuro não os pude ver, apenas ouvi um a chorar.
Os gémeos são prematuros extremos, um esteve 2 meses e meio na Neonatologia e outro 3 meses e meio. Tiveram imensos problemas inerentes à prematuridade.
Embora até aos 2/ 3 anos possam surgir problemas até agora estão bem, são uns lutadores!
São seguidos mensalmente por uma Pediatra que os seguiu na Neonatologia.

4 - Teve algum apoio após o nascimento dos gémeos?
O apoio da família.

5 - Optou pelo aleitamento materno? Se sim, até quando e como conseguiu?
Sendo os meus gémeos prematuros extremos apesar de estimular o leite materno foi escasso, apenas deu para terem algumas doses na Neonatologia.
São alimentados com leite artificial.

6 - Como é o seu dia-a-dia enquanto mãe de gémeos?
Até aos 5 meses de idade corrigida ( 8 meses de idade real) estava 24 horas com eles.
Desde setembro que voltei ao trabalho. Sou professora de guitarra e tenho a facilidade de escolher os horários, fiquei a trabalhar só à tarde.
De manhã estou com eles, à tarde ficam com o pai ( por serem bebes prematuros não podem ir para creches). No final da tarde regresso cheia de saudades para estar com os gémeos.
É um dia em cheio, fazer todas as tarefas da casa e cuidar e dar atenção aos bebés.                                        

7 - Que conselhos daria a uma mãe de gémeos?
Primeiro de tudo organização. Para não haver esquecimentos ou trocas.
Pedir ajuda a familiares ou amigos quando necessitamos.
Trocar impressões com pais de gémeos.
Tratar cada bebé como um indivíduo e não fazer comparações.
E desfrutar de todos os momentos a dobrar.


Obrigada Mafalda.

Regresso à normalidade... ou talvez não!

Definitivamente, 2013 não é o meu ano. Quando pensava que a tempestade tinha dado lugar à bonança, eis que surgiu um novo contratempo. Estas coisas acontecem quando menos esperamos e a minha enfermeira, super mãe das minhas três princesas, teve de ser operada de urgência ao apêndice.

Posso dizer que esta súbita doença foi um enorme teste à minha condição de pai. Apesar de me orgulhar de ser um pai presente, tem sido a mãe quem tem assumido as rédeas desta aventura que é ter três filhas, duas delas gémeas. De um momento para o outro, tive de sair da minha zona de conforto e assumir a enorme responsabilidade de tomar conta das miúdas. Tive a sorte de contar com a ajuda de muitos familiares e amigos e a M. ficou mesmo em casa dos avós. Tive "apenas" de me preocupar com as gémeas e penso que dei conta do recado. Contudo, confesso que estas três noites sem a super mãe foram complicadas.

A determinada altura lembrei-me do filme "Três homens e um bebé". Já é muito antigo e retrata a história de um bebé abandonado à porta de um apartamento onde moram três homens solteiros que demonstram uma total incapacidade para tomar conta dele. No meu caso, a situação era bem pior pois tratavam-se de dois bebés e apenas um homem... Porém, não houve motivos para alarme. As bebés são tranquilas e acabaram por não dar grandes dores de cabeça. No entanto, nada como ter a mãe por perto. Se é que me entendem...

A mãe regressou do hospital ainda bastante combalida e não tive outra hipótese senão estar de serviço no fim-de-semana. Sem empregada e com a esposa de "molho", tive de fazer diversas coisas que não estou habituado como: dar a sopa, a papa, o biberão, o banho, vesti-las, etc. Um sem número de actividades que se tornam muito dificeis principalmente porque são... a dobrar. Sem dúvida, um exercício muito interessante e um enorme teste à minha sanidade mental. A que menos gostei foi a de dar sopa, já que requer uma enorme dose de paciência e algum jeito. O que vale é que mesmo adoentada, a super mãe já fez algumas destas actividades no Domingo... O pai agradeceu.

Este revés serviu para eu perceber como o pai é importante neste processo. Nenhum pai se devia demitir destas tarefas pois as mesmas são fundamentais para a criação de uma relação ainda mais forte entre pai e filhos. Reconheço que não é fácil mas, apesar de todo o infortúnio, sinto que estes dias contribuíram e muito para o fortalecimento dos laços familiares.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Vamos ter novidades no blog...

Em breve iremos publicar entrevistas a mães de gémeos ou mais para que possam ajudar outras mães ( com ou sem filhos) e que vejam esclarecidas muitas dúvidas, mitos e outros conselhos para o seu dia-a-dia.

Estão abertas sugestões sobre temas que queiram ver aqui desenvolvidos.

Dizem que os gémeos dão trabalho em dobro? Será mesmo assim? Como se sentirão essas mães?

Vamos usar o "descomplicómetro" e ajudar mães e pais neste seu novo mundo!



Aguardem....

sábado, 2 de novembro de 2013

Nos braços do pai

A vinda do hospital ainda não está a ser fácil.... eis as meninas nos braços do pai enquanto a mãe ainda não consegue pegar-lhes ao colo! Como estão crescidas...e pesadas!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Saudades a triplicar

Desde segunda-feira que não vejo as minhas meninas...podem imaginar o sofrimento. De um momento para o outro deixamos de controlar as nossas vidas (se é que controlamos...)! E com a saúde é assim!

A mamã teve de ficar internada e ser operada de urgência! Aguardo ansiosamente pela alta, que deverá acontecer amanhã.

Custou muito esta separação repentina! Ainda por cima as gémeas estavam a amamentar... e de um momento para o outro tiveram de se habituar ao biberão... e sem o cheirinho da mamã. Como já vão fazer 6 meses, já iniciaram as sopas e as papas. Felizmente, são de "boa boca", o que me deixa um pouco mais tranquila.

Aqui no hospital tenho a facilidade de tirar o leite com uma bomba eléctrica mas, com tantos antibióticos, o leite tem de ser desperdiçado. Imaginem que, no dia seguinte à operação, a cor do leite era esverdeada (talvez porque a mamã é do Sporting...eheheh)!

No meio desta agitação toda tivemos imenso apoio de familiares e amigos que se ofereceram para ajudar. A mais velhinha ficou ao cuidados dos avós e da tia, mantendo o ritual da escolinha. Sei que se tem portado lindamente (aliás, portam-se melhor com os avós do que com os pais).

As gémeas, que todos querem mimar, têm ficado ao cuidado do pai e da nossa empregada que ajuda bastante durante o dia! Contudo, o pai tem sido Super! Fica sozinho com as duas à noite e tem dado conta do recado (ao mais alto nível)!

Agora eu digo-lhe: é para veres quando, e tantas vezes, eu ficava sozinha em casa a cuidar das três! Não é fácil.... E ele responde-me: mas tu tens o dom....tu és mãe!...

Com amor, tudo se consegue!

Obrigada a todos pelo apoio, visitas, mensagens, telefonemas e todas as palavras de carinho.

Estas situações deixam-nos mais fortes e unidos! Somos cinco!